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Estratégias Digitais

Medicamentos por IA: a revolução da indústria farmacêutica

Marcelo Martinez

Publicado em 27/06/2024 às 10:16

Cem anos em dez, dez anos em um. Essa é a escala de aceleração que a Inteligência Artificial (IA) entrega. Isso, no que diz respeito à saúde, é um salto gigantesco. De vida e de faturamento. 


Diagnósticos mais precisos, tratamentos personalizados, redução de erros médicos e melhoria dos cuidados de saúde são alguns dos benefícios advindos do uso dessa nova tecnologia na área. 

Entretanto uma nova frente tem chamado a atenção dos investidores pelo seu alcance e potencial financeiro: o uso de tecnologia para desenvolvimento de novos remédios. Segundo o McKinsey Global Institute (MGI), a IA pode economizar para as companhias farmacêuticas no processo de descoberta de novos tratamentos algo entre US$ 60 bilhões e US$ 100 bilhões por ano. 

A euforia é enorme no setor. Em maio, a empresa farmacêutica francesa Sanofi anunciou uma parceria com a OpenAI para acelerar o desenvolvimento de novos medicamentos. Neste mesmo mês, a Novo Nordisk, fabricante do Ozempic, divulgou um contrato de US$ 600 milhões com a Flagship Pioneering para encontrar sua nova fórmula mágica. Outros grandes laboratórios como Pfizer, Novartis, AstraZeneca também tem investido bilhões na compra ou parceria com empresas de IA. 

Em uma indústria movida por pesquisas bilionárias, a IA promete ser um divisor de águas ao reduzir o tempo e o custo para o lançamento de novos medicamentos no mercado como nunca visto. 

Para citar um só exemplo do potencial, pesquisadores da Universidade de Cambridge publicaram em abril na revista científica Nature Chemical Biology que conseguiram acelerar através de IA em dez vezes o desenvolvimento de novos tratamentos para a doença de Parkinson, uma doença sem cura que atinge mais de seis milhões de pessoas em todo o mundo. Aliás, estima-se que 3,4 bilhões de pessoas possuem alguma doença neurológica. Dá para compreender o motivo da correria. 

Ainda assim, embora a IA tenha demonstrado potencial para transformar os processos de descoberta de medicamentos, existem desafios a serem contornados, como a garantia da qualidade e adequação dos dados, a segurança e eficácia dos medicamentos a longo prazo e questões relacionadas com os direitos de propriedade intelectual. 

De qualquer modo, não restam dúvidas de que a IA apresenta uma abordagem inovadora que remodelará o panorama dos avanços médicos, reduzindo o percurso do laboratório até ao tratamento, o custo de tratamentos, e sem dúvida, melhorando a saúde de todos