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Relatório da McAfee aponta preocupação com ataques virtuais
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Publicado em 01/02/2012 às 09:00A McAfee e a SDA anunciam os resultados do estudo que revela a percepção de governos e de especialistas em segurança sobre os ataques virtuais, os impactos e as medidas de proteção em relação às ameaças e a esses ataques. Intitulado “Defesa do Espaço Cybernético - a questão controversa das regras globais”, o relatório encomendado pela McAfee e realizado pela SDA contou com a participação de 80 decisores mundiais, entre eles, políticos e especialistas em segurança cybernética.
Com o objetivo de identificar as tendências em ameaças e as medidas de proteção, a análise contida neste relatório deverá auxiliar governos, organizações e empresas contra os cyberataques. Para isso, o estudo classificou o grau em que os governos e as empresas estão preparados para resistir a ataques cybernéticos. O estado de prontidão cybernética dos Estados Unidos, da Austrália, do Reino Unido, da China e da Alemanha está atrás de países como Israel, Suécia e Finlândia (23 países foram classificados no relatório, incluindo o Brasil).
De acordo com o relatório global, 57% dos especialistas entrevistados acreditam que uma corrida armamentista está acontecendo no cyberespaço. Para 45% dos participantes deste estudo, a cybersegurança é tão importante quanto a proteção das fronteiras. Outros 43% identificaram danos ou perturbações em infraestruturas essenciais como a maior ameaça representada pelos cyberataques, com grandes consequências econômicas. Trinta e seis por cento dos participantes acreditam que a cybersegurança é mais importante que a defesa antimísseis.
A SDA realizou entrevistas aprofundadas com aproximadamente 80 decisores e formuladores de políticas e especialistas em cybersegurança em todo o mundo nos setores público e privado, e em universidades de 27 países; foram entrevistados anonimamente 250 líderes e especialistas mundiais em 35 países. Como único grupo catalisador de ideias (think-tank) especializado em segurança e defesa, sediado em Bruxelas, a SDA passou a ser um dos principais fóruns do mundo para o debate de políticas internacionais de defesa e segurança. O método utilizado para avaliar o estado de prontidão cybernética de diferentes países foi a metodologia desenvolvida por Robert Lentz, presidente da Cyber Security Strategies e ex-vice-secretário adjunto de Defesa para proteção cibernética, de identidades e da informação dos Estados Unidos.
O relário menciona seis ações, sendo elas: o compartilhamento mundial de informações em tempo real é necessário; incentivos financeiros para melhorias essenciais na segurança dos setores público e privado; conceder mais poder às políticas para combater a criminalidade tecnológica transfronteiriça; desenvolver uma norma internacional de segurança impulsionada por práticas recomendadas; necessidade de contemplar as dificuldades diplomáticas enfrentadas pelos tratados de tecnologia e cybersegurança; campanhas de conscientização pública que vão além dos programas atuais para ajudar os cidadãos.
O compartilhamento em tempo real de informações foi uma recomendação essencial do relatório, mencionando o estabelecimento de confiança entre os intervenientes do setor por meio da criação de órgãos para compartilhar informações e práticas recomendadas, como o Common Assurance Maturity Model e a Cloud Security Alliance.
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