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Websense aponta cinco grupos de hacker

PartnerSales

Publicado em 11/01/2012 às 14:48

 

Hacker é um nome comum a todos os vilões que entraram para o universo dos crimes virtuais. Para a Websense os hackers maliciosos podem ser divididos em cinco classes principais.

As crianças de scripts: esse grupo quer fazer parte da ação. Costumam ser adolescentes, que fazem seus ataques no meio da madrugada. Eles costumam invadir os computadores usando programas criados por outras pessoas, com muito pouco conhecimento de como funcionam e, outras vezes, apenas exercitam seus músculos virtuais recém-formados. Eles costumam agir desta forma para provar que têm as habilidades ou simplesmente pelo prazer de fazer algo errado. No melhor dos casos, eles são um incômodo e, no pior, estão refinando seus currículos para uma carreira como futuros criminosos virtuais. Um exemplo foi o caso em, um hacker de 18 anos sequestrou contas famosas no Twitter, incluindo a de Barack Obama e de Britney Spears.

Os hacktivistas: essa categoria inclui os hackers que são motivados por crenças sociais, políticas, religiosas, ambientais ou pessoais. Atacam para ganhar atenção e não dinheiro. Eles procuram apenas envergonhar ou criar momentos inconvenientes para seus oponentes, desfigurando sites, organizando redirecionamentos e ataques de negação de serviço ou roubando/divulgando informações. O WikiLeaks é o exemplo mais notório dos últimos meses. O WikiLeaks é uma organização internacional não governamental que publica mídias particulares, secretas e classificadas de fontes de notícias anônimas, vazamentos de notícias e delatores. Seu site, lançado em 2006, afirma que reuniu um banco de dados de mais de 1,2 milhão de documentos no primeiro ano de operação. Originalmente lançado como um wiki editável pelo usuário, o site partiu para um modelo de publicação mais tradicional e não aceita mais comentários de usuários ou edições.

O eMugger: trata-se do maior grupo de hackers. Esse grupo adquiriu algumas habilidades com o passar do tempo, nada complicado demais, simplesmente malware, adware ou spam. Com o objetivo de ganhar dinheiro rápido utilizam programas falsos de antivírus, a manipulação da sua identidade, uso dos números do seu cartão de crédito ou roubo de senhas. Alguns ganham dinheiro através de propagandas ilegais, geralmente custeadas por uma empresa legítima em troca de clientes. A contaminação via phishing e SEO foi usada apenas alguns minutos depois do terremoto que atingiu o Japão em março de 2011. E-mails pedindo doações para uma causa falsa de assistência humanitária ao Japão foram distribuídos e buscas pelas últimas notícias online apontaram para diversos links de sites maliciosos.

O Ninja Peso Pesado: Esses são os pesos pesados do mundo de cybercriminosos. Os ataques e espionagens corporativas são atividades clandestinas, organizadas e apoiadas por agentes profissionais que operam da mesma maneira que as empresas verdadeiras que querem roubar. Os operários nesse esquema costumam ser encontrados trabalhando com equipamentos de última geração e monitores. Enquanto isso, os chefões são pessoas com grandes redes de contatos, envolvidas em muitos negócios e bem focadas. Juntos, eles formam uma equipe formidável. Esse grupo sai em busca de dados confidenciais corporativos que podem ser vendidos a quem fizer a melhor proposta. São duas categorias diferentes nesse grupo: uma com uma visão de longo prazo, usando Ameaças Persistentes Avançadas (APT), e outro grupo mais concentrado nos ganhos financeiros de curto a um médio prazo. O ataque de APT em 2009/2010, apelidado de Operação Aurora, foi direcionado a grandes empresas de tecnologia dos EUA incluindo o Google e a Adobe. Acreditava-se que o ataque originou-se na China com especulações sobre envolvimento do governo.

Os Soldados Virtuais: Essa é uma atividade governamental para invadir computadores ou redes de outros países para causar danos, dificuldades ou explorações com um objetivo final de reduzir a capacidade militar do oponente. Essas pessoas são hackers altamente especializados, bem qualificados e super habilidosos. Acredita-se que pelo menos 100 países já desenvolveram meios de usar a internet como uma arma e atacar mercados financeiros, sistemas de informática do governo e serviços públicos. O Stuxnet é um exemplo claro desse método de ataque, um caso clássico de uma APT (ameaça persistente avançada). O Worm foi descoberto em julho de 2010, e foi o primeiro malware complexo e especializado em focar apenas softwares industriais. Ele foi criado para comprometer o programa nuclear iraniano, e acreditava-se que fosse trabalho de um grupo de cinco a dez pessoas com muitos recursos no decorrer de seis meses.

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