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Por Pâmela Alves

Publicado em 04/03/2013 às 09:48

A ERA DOS DISPOSITIVOS MÓVEIS

O mercado mundial de dispositivos inteligentes conectados, que engloba PCs, tablets e smartphones, cresceu 27,1% no terceiro trimestre de 2012, atingindo a marca recorde de 303,6 milhões de unidades comercializadas, como mostra o estudo Worldwide Quartely Smart Connected Device Tracker do IDC.

 

Com o avanço da tecnologia, os brasileiros, cobiçam cada vez mais aparelhos móveis para manterem-se informados em tempo real e assim fazerem parte da tendência mundial que está sempre plugada. Sem contarmos que tais aparelhos vêm com diversas funcionalidades, unidas principalmente a praticidade. Atualmente é muito comum vermos aparelhos que funcionam como PDA (Personal Digital Assistant), GPS, TV portátil, consoles, navegador de Internet, WAP, dentre outros, em um aparelho. No mundo seis bilhões de aparelhosentre tablets, smartphones e notebooks - foram comercializados e esse mercado aquecido também está atingindo o Brasil, segundo dados do GSMA(GSM Association).  

Se pensarmos que os tablets crescem em percentuais de três casas, os smartphones fazem parte de 16% da população brasileira e os notebooks impulsionam as vendas no segmento de computadoresSmatphones, tablets, notebooks e Ultrabooks ganham cada vez mais espaço no mercado e se firmam como a aposta e desafio dos principais players nacionais e internacionais em suas transações comerciais. “A tecnologia avança em ritmo muito rápido e é preciso que as fabricantes invistam fortemente em pesquisa e desenvolvimento para acompanhar esse movimento”, afirma Vicente Soares, diretor Comercial de Canais Indiretos da Positivo.

Para Carlos Rabello, gerente de Produtos da Dell, as fabricantes precisam  fazer o uso correto do diagnóstico do perfil de uso de cada tipo de usuário. “As fabricantes devem oferecer o melhor dispositivo para cada cliente, afinal com os dados e aplicativos cada vez mais sendo transferidos para a nuvem, os aparelhos devem atender necessidades e conveniências”, considera Rabello.

A HP aposta que o melhor caminho é a comunicação antecipada com os canais sobre os lançamentos.  “A HP tem o objetivo de oferecer às revendas, nossas forças de vendas, uma ferramenta de webtraining que é atualizada semanalmente e que conta hoje com mais de três mil cadastros e mais de 400 vídeos ativos”, pontua Luiz Vissotto, gerente de Programas de Canais HP.

O Enterprise Strategy Manager da Blackberry, Bruno Bakakauas, também afirma que a alta rotatividade tecnológica é um grande obstáculo para as fabricantes e, que este cenário está inserido na evolução pela qual os dispositivos móveis vêm passando nos últimos anos. “Vemos que a educação do consumidor final sobre esses dispositivos móveis, sempre foi uma grande dificuldade enfrentadas pelas fabricantes, por isso temos que trabalhar nesta linha”, ressalta o executivo.

Para Fernando Asdourian, gerente de Produtos da Semp Toshiba, o grande desafio das empresas e também dos canais é saber mapear as necessidades dos clientes. “Para isto é necessário que a revenda esteja bem alinhada com a fabricante, aos seus treinamentos de produtos e as soluções”, diz. Para atender a alta demanda, os canais devem se preparar para educar o consumidor e disponibilizar uma gama de variedade das novas tecnologias  se quiser obter rentabilidade  e sucesso nas vendas.

 Explosão das redes sociais

A explosão das redes sociais fez com que o dispositivo considerado o mais popular entre os dispositivos móveis, os smartphones, se tornassem os aparelhos escolhidos pelos brasileiros na hora de trocar de celular. Também eles oferecem câmera de alta resolução, GPS, aplicativos de busca, música e até conexão com a nuvem. No país são 27 milhões de usuários, uma proporção de um a cada sete brasileiros adquiriu um smartphone nos últimos anos e este número tende a crescer como resposta de uma tendência mundial, de acordo com o estudo encomendado pelo Google, “Our Mobile Planet”, realizado pelas empresas de pesquisa Ipsos MediaCT e TNS Intratest.

Até 2016 a categoria terá uma participação de 66,7% no mercado - hoje representa 53,1% - de acordo com o estudo do IDC Worldwide Quartely Smart Connceted Device Tracker. Isso acontecerá devido aos novos hábitos dos brasileiros que faz com que o consumidor procure aparelhos que reúnam diversas funções em um único dispositivo portátil.

Segundo o estudo, o mercado brasileiro de telefones celulares atingiu a marca de 15,3 milhões de aparelhos vendidos, no terceiro trimestre de 2012. Do total de aparelhos vendidos durante este período, 4,2 milhões foram smartphones e 11,1 milhões foram feature phones (aparelhos convencionais). “A pesquisa mostra uma queda de 28,5% no mercado dos aparelhos convencionais e crescimento de 35% dos smartphones quando comparados com o mesmo período de 2011”, afirma Bruno Freitas, supervisor de Pesquisas do IDC Brasil.

O supervisor do IDC ainda reforça que até 2014 os aparelhos com sistema operacional devem ultrapassar os convencionais. “O mercado de TI está passando por um momento de transformação com a explosão das redes sociais e a migração para os dispositivos móveis”, afirma Freitas.

A procura por smartphones pode ser entendida por fatores como o preço mais acessível dos aparelhos e pacotes mais baratos atualmente, e a necessidade cada vez maior do usuário em ter um aparelho com o qual possa executar diversas funções com um simples toque.

Para atender o mercado, algumas fabricantes começam a ampliar seus investimentos, como é o caso da Motorola que não possui mais aparelhos convencionais no portfólio, composto hoje apenas por smartphones. “O fator principal é o desejo do consumidor de querer um smartphone e precisar de um aparelho mais completo para poder ajudá-lo no dia a dia. Com um smartphone é possível ter um e-mail quando você precisar, internet para efetuar qualquer pesquisa, redes sociais, e GPS, principalmente em uma cidade com trânsito mais caótico como São Paulo, na qual você não vai ter apenas a rota no GPS, mas também as alternativas”, afirma Rodrigo Vidigal, diretor de Marketing da Motorola Mobility.

De um modo geral, os aparelhos apresentam recursos diferentes, fazendo com que as fabricantes, distribuidoras e revendas fiquem atentas as novas tendências e tecnologias. “Cada membro da cadeia de fornecimento de tecnologia possui um desafio diferente. As fabricantes têm como barreiras: a criação de treinamentos dos novos produtos, disseminação do valor e benefícios da nova tecnologia, além de proporcionar vias de compatibilização ao legado existente. As distribuidoras e revendas possuem o desafio de absorver a novidade rapidamente e explicar de maneira clara e ponderada ao cliente final”, afirma Roberto Mielle, gerente de canais da Motorola Solutions Brasil.

A HP também acredita que investir no canal é fundamental para as empresas oferecerem os novos produtos. A companhia procura constantemente manter bom relacionamento com os parceiros compartilhando sugestões para garantir sucesso às vendas dos dispositivos móveis. “É o caso do recém-implementado plano de bônus dos parceiros que está mais simples e com mais benefícios, e lançaremos a interface PartnerConcierge em maio deste ano”, reforça Vissotto

Mais leves, mais finos e mais sofisticados

Quando falamos de notebooks a evolução tecnológica fica ainda mais evidente, se menos de 31 anos o primeiro aparelho da história pesava cerca de 12 kgs, hoje os notebooks e Ultrabooks reduzem esse valor para algumas centenas de gramas, são ultrafinos e possuem telas retrátil e touch. Apenas no terceiro trimestre de 2012 foram comercializados 4,05 milhões de notebooks no país e se comparados aos tablets são os dispositivos mais vendidos em uma proporção de quatro para um. E nos próximos anos a tendência é que a venda destes dispositivos móveis devem ganhar ainda mais espaço e isso se dará, especialmente pela extensão da banda larga e do 4G.

Segundo o estudo Brazil Quartely Pc Tracker, a venda de notebooks teve um crescimento de 1,9% quando comparado ao segundo trimestre de 2012. em relação ao ano passado houve uma queda de 0,3% no mercado de PCs, mas na categoria notebooks o aumento foi de 10,6%. Os dados mostram que em 2013 devem ser vendidos mais de 10,8 milhões de notebooks no país, 14% a mais do que em 2012.

A Positivo tem como principal formato de computador comercializado o notebook, conforme balanço do terceiro trimestre de 2012. “No período, os portáteis representaram 79,4% das vendas da companhia, com volume de mais de 491 mil unidades. Neste segmento, os modelos mais finos como Ultrabooks e ultrafinos devem ser os mais procurados”,afirma Soares. Para obter lucro com essa nova gama de produtos é importante que o canal saiba acrescentar serviços pós-venda, agregando consequentemente valor as vendas. “O canal precisa oferecer não somente o dispositivo, mas um leque de serviços, especialmente para as pequenas e médias empresas, essa oferta adicional pode ir desde serviços tradicionais, como a garantia estendida e seguro, e se estender a softwares e aplicativos que apresentam soluções integradas”, complementa Soares.

 A Samsung possui atualmente 50% do negócio total de TI, no segmento de notebooks e Ultrabooks. A companhia também disponibiliza dicas para o canal obter lucro e sucesso nas vendas,  considerando como palavra-chave: foco. “O canal deve vender uma solução e não apenas preço. Os parceiros devem conhecer bem os dispositivos, funcionalidades e benefícios oferecidos”, afirma Tony Firjam, diretor Comercial de área de TI da empresa.

O executivo ainda ressalta que a oferta de serviço é fundamental para melhorar a rentabilidade, afinal o mercado brasileiro está cada vez mais maduro em relação aos dispositivos móveis. “Os usuários não tiram todo o proveito possível dos aparelhos, sendo essencial o treinamento e compartilhamento de informação, brevemente teremos lançamentos da Samsung para o canal”, complementa Firjam.

A Acer recentemente lançou o Ultrabook Aspire S7 que oferece inovações tanto na parte de design (espessura, peso e resistência), novos recursos (como por exemplo, tela sensível a toque e inicialização rápida) e processo de fabricação robotizado de última geração. “As revendas terão um grande desafio em transmitir estas novas tecnologias ao consumidor. Este processo é muito mais eficiente quando o consumidor tem um ambiente que propicia a experimentação das novas tecnologias como telas sensíveis a toque, recursos da internet e novas interfaces de usuário”, pondera Anderson Kanno, gerente de Produtos da Acer.

 Kanno ainda ressalta que para obter sucesso nas vendas é importante que o canal fique atento as tendências do mercado e aos novos desejos dos consumidores “Uma das tendências que observamos é a multiplicação de formatos nos dispositivos móveis, seja na popularização de produtos como smartphones e tablets, ou em notebooks com formatos diferenciados com telas destacáveis ou dobráveis”, diz o executivo.

A Dell tem lançamentos previstos em novas categorias de dispositivos como o notebook conversível ou híbrido, tablets, o Cloud PC, thin clientes, All-in-Ones. “Desta forma teremos o portfólio mais completo de dispositivos para todas as necessidades dos usuários”, declara Rabello da Dell. 

 Crescimento avassalador

Mesmo “engatinhando” no mercado de dispositivos móveis, os tablets são os aparelhos da vez, sua popularidade aumenta a cada ano e a curiosidade dos consumidores faz com que a venda destes dispositivos alcance um aumento de 3 números percentuais. A praticidade e tamanho são alguns dos atrativos na hora do consumidor procurar por um tablet, com telas maiores que as dos smartphones e peso e preços inferiores aos dos notebooks e que servem para navegar na internet, ler um livro, assistir a um filme ou jogar online, entre muitas outras funções.

 No ranking mundial do mercado de tablets, o Brasil saltou da 12ª posição, que ocupava no terceiro trimestre de 2011, para a 10ª posição no terceiro trimestre de 2012. Atualmente para cada quatro notebooks vendidos um tablet é comercializado e até o final de 2016 esse número deve ser de dois para um. “Os dispositivos móveis representam o principal meio para o usuário atender as  necessidades atuais para poder acessar, consumir e produzir informação em qualquer lugar e a qualquer hora. Com dados e aplicativos cada vez mais sendo transferidos para a “nuvem”, ressalta Rabello da Dell.

 No terceiro trimestre de 2012 a cada minuto eram vendidos cinco tablets no país. De acordo com dados da IDC, foram comercializados 769 mil aparelhos no período de julho a setembro. “Nós estamos sofrendo uma enxurrada de dispositivos, principalmente os chineses, e com isso os preços desses aparelhos ficam abaixo de R$500, e são produtos que representam 50% do mercado. Algumas vertentes afirmam que os consumidores que compram tablets ainda não estão muito familiarizados com a utilidade do dispositivo e com isso alguns consumidores acabam fazendo a compra de um aparelho mais barato, até mesmo para entender como são essas tecnologias”, afirma Camila do IDC.

 Claudia Bindo, Business Unit Director do GFK, também concorda que a baixa de preços desses aparelhos é a responsável pelo “boom” do mercado. Segundo a analista esse pico de maturação acontece já que diversas marcas e configurações distintas entraram no mercado brasileiro. “Nós vimos que a grande tendência de 2012 foram os produtos com preços mais atrativos, normalmente com tela de 7” e conectividade Wi-Fi apenas”.

A analista também afirma que esta categoria vem apresentando taxas de crescimento surpreendentes que devem continuar sendo vistas em 2013 devido a um impulso do governo. “A inclusão da categoria na Lei do Bem (que inclui benefícios fiscais e redução de impostos na área de tecnologia) no 2º semestre de 2011 reduziou impostos para produção local, atraindo a entrada de novos players no mercado”, pontua Claudia.

A Semp Toshiba que disponibiliza cinco modelos de tablets e três tamanhos de telas para os aparelhos, 9.7” e 10.1”, a partir deste mês, oferecerá tablets com telas de 7” e, “A STI está sempre preocupada em oferecer produtos acessíveis às empresas e canais, mas ao mesmo tempo com o compromisso e a qualidade dos produtos. Nossas revendas tem a possibilidade de vender soluções customizadas e aplicativos pré-embarcados aos clientes finais”, reforça o gerente Asdourian da empresa.

Já a Panasonic lança este ano a nova família de tablets no mercado brasileiro, com a intenção que estes novos produtos representem uma fatia de 20 a 25% do faturamento da empresa. “Nós temos um Programa de Canais com vantagens comerciais  em relação aos preços praticados no mercado. E também fazemos a capacitação das revendas de forma pessoal, além de estarmos preparando um website para as revendas para acelerar o processo de treinamento, que terão alguns vídeos e cases de sucesso voltados para o  canal”, afirma João Alberto Simões, gerente nacional da operação comercial da linha Toughbook da Panasonic.

A Dell lançou recentemente o tablet Latitude 10, com Windows 8, voltado para o segmento corporativo que se destaca pela mobilidade e durabilidade, aliada a um design diferenciado. “A crescente demanda por equipamentos que permitam mobilidade é fato e queremos atender a tendência de consumerização de TI”, afirma Rabello.

O ano de 2013 terá como novidade os tablets que possuem sistema operacional Windows 8 Pro, que traz como diferencial a facilidade de conexão a rede corporativa, sem a necessidade de aplicativos ou soluções de gerenciamento e conectividade.

As fabricantes afirmam que é necessário que o canal se especialize, afinal só no terceiro trimestre do ano passado mais de 300 milhões de aparelhos móveis foram vendidos, de acordo com o IDC, indicando a popularização de smartphones, notebooks, Ultrabooks e tablets. É imprescindível que o canal se familiarize com suas tecnologias para conquistar lucratividade nos negócios.

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