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Ameaças e Oportunidades

Marco Antonio Pereira

Publicado em 07/02/2012 às 15:14

Mais um ano se inicia e com ele renovadas esperanças de repetir o excelente resultado de 2011. Obviamente, todos os acionistas das empresas querem um ano melhor e para tanto teremos que colocar novas cerejas no bolo, buscando um crescimento de dois dígitos consistentes em 2012.

 

Estive falando com alguns economistas neste início do ano, e eles me disseram que se a crise na Europa piorar podemos ter problemas por aqui. Fiquei pensando a respeito e resgato para esta coluna o tema da análise macroambiental que devemos lembrar a todo período de planejamento. Sejam as variáveis econômicas, sócioculturais ou político legais, devemos obrigatoriamente considerá-las em nosso planejamento.

 

Mas, o que pode acontecer em nossas empresas se uma potencialização de uma crise como esta?

 

Primeiro, o câmbio pode sofrer alguma pressão e durante alguns períodos do ano, devemos estar preparados para uma volatilidade cambial - em dólar ou euro.

 

Segundo, uma queda no PIB representada pela queda da atividade econômica no país. Alguns especialistas afirmam que uma chance de 35% do PIB brasileiro crescer somente 1% em 2012 e de termos um “vale” na nossa economia tal qual 2009! De certa forma, prefiro ficar com a maior probabilidade e termos um crescimento do PIB próximo dos 3%, parecido com o que tivemos no ano passado.

 

Terceiro, uma mudança na mente dos consumidores: o “barulho” que vem de fora muda o comportamento de compra, seja tendo uma compra do mesmo bem de uma faixa de preços diferente, ou até postergando sua compra, que impacta diretamente no nosso resultado.

 

Entretanto, como não influenciamos e nem controlamos as variáveis macroambientais, devemos olhar para nossa empresa e nos preparar para diferentes cenários. Devemos olhar nosso planejamento estratégico e entender as diferentes nuances que podem estar por vir. E agir!

 

Se o dólar sobe, aumentamos o preço ou absorvemos na margem? Se a atividade econômica diminui, enxugamos nossa estrutura ou buscamos um nicho mais rentável ao negócio? Se o consumidor muda, o que mudamos?

 

Claro que o ponto principal de ação está dentro da nossa empresa, onde temos condições de agir, com mudanças no produto, na política de canais, ou nos preços. Pense a respeito!

 

Por fim, prefiro acreditar que teremos um 2012 melhor. E tenho argumentos para isto:

 

- Os hotéis de São Paulo nunca receberam tantos estrangeiros.

 

- O Rio de Janeiro tem assunto de sobra para estar em festa (Copa do Mundo e Olimpíadas).

 

- O Nordeste tem crescimentos expressivos em diversas atividades econômicas, com percentuais duas ou três vezes maiores que o Sudeste!

 

- O nosso país é tema em diversos telejornais mundiais como palco de investimentos!

 

Basta querer! E não é um “querer” desordenado! É um querer com foco, com planejamento. Lembre-se que um plano de marketing é definido por três fases: diagnóstico, objetivos e ações estratégicas. Pergunto: como está o seu plano para 2012?

 

Aventuras de um consumidor não tão misterioso

 

 

Num dois últimos finais de semana do ano, resolvi sair para almoçar com a família. Era um sábado de temperatura amena e tudo combinava com uma feijoada.

 

Como tive algumas experiências mal sucedidas com manobristas, resolvi que desta vez procuraria eu mesmo um estacionamento perto do restaurante.

 

Encontrei um que cobrava R$ 25,00, outros por R$ 20,00 e um que me chamou a atenção porque cobrava R$ 15,00 e que permitia levar a chave do carro. Em sua entrada uma placa com os dizeres “Tranque e leve sua chave” me convenceu. Boas notícias! Preço bom e ninguém mexeria no carro.

 

Ao iniciar a entrada no pátio do estacionamento fui abordado por um rapaz que disse que estacionaria meu carro.

 

Indaguei que a placa na entrada falava outra coisa.

 

Ele disse que a placa estava errada.

 

Como não estava disposto a discutir, resolvi dar a meia volta e buscar um novo estacionamento. Rapidamente achei outro.

 

Minha pergunta é se sua empresa promete algo explicitamente que não pode cumprir?

 

Além de ser passível de ação frente às leis do consumidor, a situação é péssima!

 

Se você tem algo assim, corrija! Rápido!

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Marco Antonio Pereira

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Marco Antonio Pereira é professor de graduação e MBA da Esamc em ma rketing, gestão de vendas, trademarketing e estratégia empresarial. Executivo sênior das áreas de vendas, marketing e planejamento estratégico, é formado em engenharia pela Escola de Engenharia Mauá e pós-graduado em administração de empresas com ênfase em marketing pela ESPM. (marco.pereira@esamc.br). Dê sua opinião sobre este artigo ou faça sugestões para nossos colunistas, envie seu e-mail.
 

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